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Topic /1
NPCNome
LeitisA propósito, meu nome é Leitis. Agradeço o resgate, mas... Eamon... Tudo o que eu conheço... se foi. Pegue isso. Não tem muito valor, mas talvez te ajude contra aquele monstro.
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Nome
Você pode capturar um lobo da floresta. Pode colocar uma coleira nele e acorrentá-lo. Pode deixá-lo passar fome, bater nele até que ele chore e se curve. Mas esse lobo é um cão?

Jamais.

Um homem só se torna escravo quando permite que seu coração e sua mente sejam conquistados. Quando ele acredita que sua vida não lhe pertence mais. Quando escolhe olhar apenas para o chão.

Como um rei que escolhe beijar os pés de um imperador. Um rei que olha para seu cálice e prato, festejando e engordando, enquanto seu povo passa fome em suas próprias ruas.

Alguns podem dizer que eu deveria carregar a culpa de um regicídio. Que eu matei o rei dos ezomytas. Sim, eu servi a última refeição ao rei Skothe, pois não vi rei algum naquela mesa.

Vi um cão.

- Rigwald, o Rei Lupino
RigwaldGlyph1
Eu já acreditei que os olhos de uma criança nasciam puros, livres de crueldade e malícia. Que é a vida que ensina a odiar, a eliminar os outros por meio da raiva e do medo.

Porém, quando olho nos olhos de Gaius Sentari, não vejo raiva. Não vejo ódio. Não li histórias de injustiça contra a inocência da juventude. Não vi paredes construídas por meio de sofrimento e tristeza.

Em vez disso, eu era considerado como um comerciante considera as bestas de carga em um mercado. Pelo governador Sentari, meus conterrâneos e eu fomos contados, pesados e distribuídos. Esse homem vai para as minas. Essa mulher, para os moinhos. Essa criança vai para as ruas de Sarn, onde será explorada e castigada até o dia em que seu sangue escorrerá pelos esgotos daquela cidade miserável.

E aqueles que resistiram, que pediram para ser tratados como qualquer coisa, menos como animais, foram esfolados e massacrados com uma dúzia de seus parentes.

Não tema o homem que cobiça. Não tema o homem que odeia. Tema o homem que não sente nada.

- Rigwald, o Rei Lupino
RigwaldGlyph2
As cores e bandeiras de centenas de clãs, espalhadas como flores silvestres da primavera pelos campos de Glargarryn. Milhares de homens e mulheres famintos e pobres, armados com machadinhas e arcos de caça enferrujados, observavam o campo com uma coragem desesperada conforme a legião avançava contra eles.

Havia soldados brilhando em bronze e aço. Homens fortes e treinados. Seus elegantes escudos formavam uma parede de disciplina e determinação contra os avanços do meu bando plebeu.

"Eu canto, eu grito, eu deliro", eu disse a eles. "Mas hoje, membros do clã, minha espada é minha voz!"

Nós colidimos contra aquela legião como ondas contra um penhasco. Eles nos repeliram repetidas vezes. Os campos verdes se tornaram marrons e vermelhos com a lama da luta e o sangue da guerra.

Mas o que um escravo deve fazer? Sofrer uma morte lenta nas minas e moinhos ou oferecer o dom de sua vida em um momento brilhante e glorioso para seu povo?

Para os homens e mulheres que me seguiram à batalha, a escolha foi simples.

Três ezomytas caíram para cada Eterno, e a coragem do meu povo ainda destruiu a elegante parede e decepou o forte braço do Império com um machado enferrujado de lenhador.

Gaius Sentari correu pela maldita vida dele.

Pedi ajuda ao Grande Lobo para que ele me desse o cheiro daquela raposa fujona. Apesar de a caçada ter sido rápida, quis garantir que Gaius sentisse um pouco da dor que causou antes de atender ao seu pedido de clemência.

- Rigwald, o Rei Lupino
RigwaldGlyph3
Lutei ao lado do Exército da Pureza e enfrentei as paredes de Sarn. Lutei contra Chitus e suas aberrações gemantes. Vi os mais fortes do nosso exército, composto de ezomytas, maraketh, karui e templários serem derrubados por criaturas oriundas da taumaturgia.

Será necessário mais do que homens e mulheres fortes para derrotar Chitus, pois essa não é mais uma guerra de lama e sangue. Enfrentamos monstros e, para derrotá-los, precisamos de nossos próprios monstros.

Aqui estou, entre essas pedras. Aqui deixo meus presentes de sangue e canção, de carne e fogo. Aqui eu chamo os Primevos, seres lendários, terrores dos nossos sonhos. Aqui eu uivo pelo próprio Grande Lobo.

Caso ele atenda, estou pronto para pagar o preço que sei que pedirá. É o mínimo que um homem deveria fazer pela sua família. É o mínimo que um rei deveria fazer pelo seu povo.

- Rigwald, o Rei Lupino
RigwaldGlyph4
O Grande Lobo veio até mim. Seu coração bate em meu peito. Sua língua descansa na minha boca. Suas presas coroam minha mandíbula. Seus olhos dormem em minhas órbitas.

Eu não vejo ezomytas e Eternos, rei e plebeu, mestre e escravo. Eu vejo apenas vítimas.

No mundo de campos e ruas, o imperador caiu. Aqueles que eram escravos agora estão livres.

No mundo de florestas e montanhas, os Primevos caçam e se alimentam como faziam desde o primeiro amanhecer.

Eu não caminharei mais entre o meu povo. Não terei mais o sangue deles em meus lábios. Eu não serei o rei deles.

Eu sou o Rei dos Lobos agora.

- Rigwald
RigwaldGlyph5
O Grande Lobo me obrigou a esquecer quem eu fui... e me ensinou a ser muito melhor.

Um homem se torna rei para proteger o povo de sua época. Um homem se torna um deus para proteger seu povo por todos os dias que virão.

E então a caçada sem fim começa.

O fervor dos Primevos permanece, eternizado pelos druidas em relíquias de dente, osso, pele e garra. Eu sei onde esses potentes talismãs foram espalhados. Eu sinto seus cheiros.

E então a caçada sem fim começa.

Eu perseguirei os ladrões do nosso antigo legado. Arrancarei nossos Primevos da pressão e da corrupção para que não alimentem nem cultivem um poder que não lhes pertence. Poder que devo ter e empunhar em nome de tudo que Ezomyr será.

E então a caçada sem fim começa.

- Rigwald
RigwaldGlyph6
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